![]() |
||||||||
|
|
||||||||
![]() ![]()
![]() Gostou
da Página?
Então para um amigo! |
||||||||||
|
Coluna Web Marketing no site da Internet Business
23/08/1999 O
sucesso daqui não é igual ao success de lá Por Jameson
Rangel Muito
se fala dos números dos projetos na Web no exterior, principalmente nos
EUA. Mas por que esses números ainda não chegaram ao Brasil? Existem vários
motivos. Um deles é porque eles são e sempre foram mais avançados tecnologicamente
em relação a nós, outro fato muito importante é o fato de lá de existirem
empresas e pessoas dispostas a investir pesado em projetos de risco. A
seguir 4 exemplos disso: 1
Só para se ter uma idéia de como andam as distorções, no primeiro
trimestre de 1999 nos EUA 40 % de todos os automóveis vendidos tiveram
em algum momento uma interatividade entre cliente e fornecedor pela Internet.
Não significa que o cliente entrou em uma loja virtual de carros, clicou,
colocou no carrinho de compras e recebeu em casa, apesar de poder acontecer
perfeitamente. Esses números significam que no processo de compra do veículo
por sua marca, modelo, cor, opcionais, etc o cliente utilizou a Internet
para determinar sua escolha. Existem diversos portais especializados no
assunto, entre eles estão Autobytel (www.autobytel.com), Autoweb (www.autoweb.com),
AutoNation (www.autonation.com) e CarPoint (www.carpoint.com). E
aqui no Brasil, como anda esse mercado? Existem realmente concessionárias
vendendo pela Internet, mas a maioria ainda não está de forma satisfatória
na Web. Talvez não necessitasse vender propriamente, mas pelo menos possibilitar
aos clientes o acesso às opções disponíveis. As empresas que estão vendendo,
descobriram que quem vende não é a Internet e sim o trabalho de venda
direta que elas estão realizando. Através de um banco de dados de possíveis
candidatos, previamente cadastrados é feita uma ação oferecendo-lhes exatamente
o que eles desejam. A Disnave (www.disnave.com.br) no Rio de Janeiro está
vendendo pela Internet carro para Maceió. Enquanto isso existem concessionárias
que nem sequer conta de acesso tem. Alguns diretores dessas empresas afirmam
que essa onda de Internet vai passar. É incrível!! Por outro lado, muitas
empresas acham que para vender pela Internet basta contratar uma empresa
especializada em e-commerce que seu sucesso estará garantido. Quem pensa
assim está redondamente enganado. Primeiramente porque a maioria das empresas
que desenvolve soluções não é responsável pelo marketing do site, em segundo
lugar, porque essas empresas não conhecem com perfeição as particularidades
do negócio do cliente. No Brasil também já existem alguns portais fazendo
um trabalho de qualidade, veja alguns: Carro Online (www.carro-online.com.br),
WebMotors (www.webmotors.com.br) e Automóvel Online (www.automovel.com.br).
2
Uma outra comparação é no novo mercado de leilão virtual. O eBay
(www.ebay.com) já vale no mercado norte-americano US$ 17 bilhões, com
cerca de 4 milhões de usuários cadastrados e 2,1 milhões de itens à venda.
No primeiro trimestre do ano, movimentou nada menos que US$ 541 milhões
intermediando 22,9 milhões de transações. Enquanto isso aqui no Brasil
o Freelance (www.freelance.com.br), que já está no ar desde o início de
junho fez um investimento de US$ 1 milhão em infra-estrutura e pessoal
e tem o 2 mil os usuários cadastrados. Até o final do ano, estima-se que
esse número chegue a 50 mil. Os números são bem diferentes não são? 3
Outro mercado que está em alta nos EUA é o das farmácias on-line.
As ações da Drugstore.com, cujos preços subiram de US$ 9 para US$ 18 antes
do lançamento, abriram a US$ 65 e rapidamente chegaram a US$ 69. Várias
empresas do ramo farmacêutico estão correndo para investir nessa nova
idéia. Até a própria Amazon.com investiu na idéia. Enquanto isso no Brasil,
esse é um negócio que não deu muito certo. Segundo Pedro Barenboim, diretor
da VitaNet (www.vitanet.com.br), a primeira farmácia virtual do Brasil,
os resultados de venda pela Internet nunca superaram 0,6 % do volume de
venda total da empresa, o que acaba fazendo com que não se acredite nesse
novo formato de vendas. 4
O que aconteceria se empresas como UOL, Cadê? E ZAZ estivessem
no mercado americano? Com certeza teríamos um investimento pesado do mercado
em geral, pois sabemos de potência e do possível sucesso das empresas,
no entanto por estarem no Brasil enfrentam muitas dificuldades por falta
de incentivos, investimentos e credibilidade. Conclusão
Devemos estar bem atentos com os números que vemos em revistas,
jornais, etc no que diz respeito a dados sobre comércio eletrônico no
exterior. Enquanto lá qualquer possível negócio rentável recebe investimentos
de toda a comunidade, aqui as vezes a solução é vender a empresa ou fechá-la,
como tantas já fizeram. Segundo Fábio Oliveira do Cadê? Foi melhor vender
a empresa para o Starmedia à abrir o capital, segundo ele não havia estímulo
para que o site de busca participasse do estreito mercado de capitais
no Brasil, onde há pouca liquidez. A gota dágua para o mercado financeiro
foi a cobrança da CPMF, que aumentou o custo das operações nas bolsas
de valores. Mas não é só isso, não existe no Brasil uma tradição nos negócios
de venture capital, que funciona como intermediário entre
empresas e investidores. Enquanto isso, no mercado americano pequenos
grupos, com capital entre US$ 3 a US$ 5 milhões, chegam a atingir cifras
de até US$ 200 milhões na venda de suas ações. Existem potenciais investidores
no Brasil, no entanto preferem realizar investimentos em renda fixa, com
uma operação sem risco. Não
quero desanimar ninguém. Você não deve desistir do seu projeto Internet,
deve apenas tomar todos os cuidados e não se enganar com números mirabolantes
de empresas lá de fora. Copyright © 1999 Jameson Rangel. Todos os direitos reservados. |
||||||||||
|
|
� Búfalo Informática,
Treinamento e Consultoria -
Rua Ãlvaro Alvim, 37 Sala 920 - Cinelândia - Rio de Janeiro / RJ
Tel.: (21)2262-1368 (21) 9240-5134 (21) 9240-7281 e-Mail: contato@bufaloinfo.com.br