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Coluna Web Marketing no site da Internet
Business 01/10/1999 Cliente
preparado, comerciante nem tanto Por
Jameson Rangel Algumas
empresas no mundo real e no virtual andam brincando de vender, ou brincando
de fazer negócios. Não é possível, que nesse mundo globalizado e altamente
competitivo, ainda existam empresas despreparadas para o comércio eletrônico.
Até quando seremos obrigados a conviver com isso? Podemos
comparar a atividade de qualquer empresa a uma partida de futebol, ou
seja sem complicações. Apesar de existirem diversas regras para a prática
do bom e velho futebol, somente duas são fundamentais: 1.
Quando
o jogador do seu time não estiver com a bola, deve tomá-la do adversário. 2.
Quando
seu time estiver com a posse da bola, o jogador deve fazer gol. Pensando
dessa mesma forma podemos concluir que no mundo dos negócios devemos ter
também dois objetivos fundamentais, que são: 1.
Produzir
ou comprar determinados produtos ou serviços para comercialização. 2.
Vender
os produtos ou serviços disponíveis. Parece simples,
e realmente deveria ser. Afinal de contas qual é a razão final de qualquer
empresa? É exatamente a de fazer com que seus produtos ou serviços sejam
comercializados. Se essa é uma questão unânime, por que não fazer com
que profissionais de marketing e/ou de venda sejam responsáveis pela comercialização
dos produtos. É claro que existem diversas fases e particularidades entre
a compra e a venda de determinado produto, inclusive variando de produto
para produto. No entanto quem mais conhece e sempre vai conhecer mais,
é quem vende. É o vendedor quem pode indicar que produtos ou serviços
são mais solicitados pelos clientes. A partir daí, pode-se comprar mais
ou menos os produtos, de acordo com as necessidades. Existem diversas
ferramentas e sistemas atualmente para integrar todas as operações da
empresa, seja através de uma simples automação, ou um sofisticado sistema
de ERP (Enterprise Resoure Planning), porém quem deve conduzir
ou pelo menos acompanhar todo o processo deve ser um profissional que
conheça muito bem de marketing e de vendas. Na
Internet, é muito comum entregar o projeto do Web Site da empresa, seja
de Comércio Eletrônico, ou não à área de Tecnologia. Não há dúvida que
para a execução do projeto de um site, a área de Informática deve se envolver,
pois não existe forma de se desenvolver uma aplicação sem a consulta ou
acompanhamento de programadores, técnicos, analistas, etc. Mas o que eles
entendem de venda? O que eles entendem do mercado que você atende? E sobre
o consumidor de seu produto, ele sabe quem é? Várias
empresas já tentaram fazer negócios na Internet e deram com os burros
n'água. Posso citar alguns: Supermercado Smarket (www.smarket.com.br),
Supermercado Home Market (www.homemarket.com.br), Casa & Vídeo (www.casaevideo.com.br),
Shopping Matriz (www.shoppingmatriz.com.br), O Boticário (www.boticariovirtual.com.br),
etc. Na verdade cada uma dessas empresas teve uma razão diferente para
o insucesso, mas os principais são: 1.
Falta
de conhecimento de Comércio Eletrônico via Internet e seu potencial 2.
Pessoas
erradas envolvidas no processo de Comércio Eletrônico da empresa Veja
os detalhes de cada um: Smarket
- A empresa não teve foco específico para Internet. Como trabalhava via
Fax, Telemarketing e Internet, não fez praticamente trabalho algum na
Internet para consolidar seu posicionamento. Além disso, a empresa que
desenvolveu o sistema não foi capaz de orientá-la para que seu objetivo
fosse alcançado. Home
Market - A empresa que desenvolveu seu site não deu o menor apoio de marketing
para garantir o sucesso do empreendimento on-line. A empresa ficou completamente
abandonada por quem deveria mais ajudá-la. Nesse caso não adiantou ter
um site muito bem feito e com alta tecnologia. Na época foi escolhida
a mesma empresa que havia desenvolvido o site da Booknet (www.booknet.com.br). Casa
& Vídeo - Começou muito bem, mas não foi muito longe. O fato que determinou
seu despreparo foi em 10 de dezembro de 1998, quando ao se propôs a vender
telefones celulares via Internet. Nesse momento, viu seu site ficar completamente
engargalado, pois não estava preparado para o negócio, não possuíam sequer
Servidor Seguro, ou um link compatível com a demanda do site. Shopping
Matriz - Começou de maneira totalmente equivocada e não foi muito longe.
Atualmente não tem nem site Institucional. O
Boticário - Esse é o mais interessante e incrível de todos. Uma de suas
franquias (da Paraíba) começou a comercializar produtos pela Internet.
Após se tornar um caso de sucesso nacional, foi proibida pela Matriz de
continuar fazendo negócios, frustrando e gerando problemas com vários
clientes já acostumados a esse tipo de negócio. Existem
mais diversos de outros caos, ou melhor casos parecidos, mas o que tudo
isso mostra, é que os clientes na Internet estão muito mais preparados
que os próprios comerciantes. Talvez se profissionais de Marketing ou
da área de Vendas da empresa se envolvessem mais com o projeto e profissionais
de Web Marketing fossem consultados, alguns problemas fossem evitados.
Espero que isso mude em breve. Copyright
© 1999 Jameson Rangel. Todos os direitos reservados. |
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